Registro de marcas terão que sair em até 18 meses

Por Martha Imenes/O DIA

Os processos de registro de marcas devem ficar mais rápidos. Na última quinta-feira o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o texto do Protocolo de Madri sobre registro de marcas. Mas o que isso significa? O protocolo em questão acelera os procedimentos e permite que a propriedade intelectual seja reconhecida simultaneamente nos vários países que fazem parte do acordo (PDC 860/17). Na prática o encurtamento, digamos assim, do prazo que hoje varia de 24 a 48 meses para 18 meses facilitará o processo para empresas brasileiras que querem se expandir e internacionalizar a marca. Assim como para quem quer investir no Brasil vai diminuir o tempo da burocracia do registro. Pela proposta, o escritório nacional, que no Brasil é o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), vai encaminhar o pedido de registro de marca para a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), que fica em Genebra, na Suíça.

Desta forma, fica a cargo deste órgão o processo de registro da marca nos outros países membros do protocolo. A medida visa diminuir os gastos das empresas, que incluem o pagamento de taxas e contratação de advogados, entre outras coisas, para realizar o registro de marcas.

“A adesão do Brasil será um marco para a internacionalização das marcas brasileiras porque estimulará, facilitará e impulsionará o registro de marcas brasileiras no exterior e, por consequência, serão ampliados, tanto a comercialização internacional de produtos e serviços, como os investimentos nacionais em outros mercados e vice-versa”, avalia Vanessa Gaeta, especialista em Propriedade Intelectual do escritório Daniel Advogados, do Rio.

Dados divulgados durante o congresso da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI), em agosto de 2018, informam que o Sistema de Madri abrange 121 países. Esse grupo é detentor de 80% do comércio global. No total, são mais de 206 mil titulares de marcas, sendo que 79% têm apenas um ou dois registros.

VANTAGENS

1 – Redução de prazo para um ano e meio (18 meses) para o titular alcançar o exame de mérito junto ao INPI, o que aceleraria o processo e também aumentaria a previsibilidade sobre a aprovação para o titular do pedido;

2 – Ingresso do Brasil em um tratado que facilita o acesso a grandes mercados para estimular as exportações, ampliando a competitividade em um mercado globalizado;

3 – Redução dos custos do processo de registro de marcas no exterior, beneficiando o avanço das exportações entre pequenas e médias empresas brasileiras;

4 – Simplificação do registro em muitos países pela formulação de um só pedido, além da necessidade de pagar uma única taxa para esse processo;

5 – Otimização do tempo de registro, que não precisaria mais ser feito em jurisdições diferentes, com traduções para idiomas locais e a contratação de procuradores constituídos em cada um dos países em que a empresa tem interesse;

6 – Registro internacional válido por 10 anos, com renovação permitida pelo mesmo período múltiplas vezes. Após cinco anos, independência em relação ao registro no país de origem.

Brincadeira de criança que virou coisa séria: Lego Serious Play

Brincadeira de criança que virou coisa séria: Lego Serious Play

Por Martha Imenes/O DIA

Uma brincadeira de criança ficou séria e ganhou o mundo dos negócios e hoje é uma poderosa ferramenta para a resolução de problemas empresariais: o Lego. Quem não se lembra das peças que montam cenários e controem cidades e tudo mais? Pois bem, de uns tempos pra cá, a ferramenta tem sido usada por grandes empresas em todo o mundo para simular e antecipar situações e com isso buscar soluções, evitar problemas e garantir melhor rendimento.

Para conhecer um pouco mais sobre essa brincadeira séria, neste sábado, Mônica Assis, uma das maiores especialistas brasileiras no assunto, da ConverGente, fala sobre o LSP no Foco ADM, jornada de empreendorismo que começa às 13h e terá quatro horas de duração, na Cobertura CoWorking, que fica na Rua da Alfândega 108, no Centro. Para mais informações é só ligar para 3176-0071.

E como funciona na prática? O método está baseado em quatro etapas que irão conduzir os participantes a uma jornada para resolução do problema.

1ª Etapa

A primeira etapa é a fase de fazer a pergunta. Nesse momento apresenta-se o problema, o desafio não pode ter soluções óbvias ou mesmo resposta correta. Esse é o momento em que se coloca sobre a mesa a pergunta-problema. Para que a jornada aconteça de maneira orgânica, a descrição do desafio precisa estar clara e ao mesmo tempo concisa.

2ª Etapa

A segunda etapa consiste em construir um modelo. Essa é a fase onde os participantes começam a se conectar consigo mesmo, vasculham na memória todo conhecimento e iniciam as conexões neurais para trazer soluções ao problema. A equipe faz isso por meio da construção de um modelo, usando as peças do Lego. Essa é a fase de manipular com as mãos e ativar a memória. O objetivo é construir uma história carregada de valores e significados. É durante esse processo que se constrói um ambiente de conhecimento.

3ª Etapa

Na sequência, é hora de compartilhar. Durante a terceira etapa, as histórias são contadas para todo o grupo. No processo, quando compartilham as histórias em voz alta, os próprios participantes começam a ter outras ideias e incrementam a história no processo de narração. Por outro lado, as interações e questionamentos, também enriquecem o discurso e acrescentam novas ideias.

4ª Etapa

Para finalizar, a quarta etapa é uma reflexão sobre a narrativa anterior. Como forma de internalizar e memorizar estimula-se a reflexão sobre o que foi ouvido, falado e compartilhado. A jornada conduzida pelo método busca direcionar os participantes a refletirem sobre a pergunta-problema a partir de um foco voltado para a resolução. Dessa forma, a dificuldade é vista como um desafio e não como problema. Para que o LSP funcione é indispensável que os participantes estejam confortáveis com as quatro etapas básicas.

Mercatto faz 25 anos e dá uma ‘repaginada’

Mercatto faz 25 anos e dá uma ‘repaginada’

Por Martha Imenes

Uma das marcas cariocas mais queridas, e conhecida em todo país, faz 25 anos e tem um propósito pra lá de moderno: democratizar a moda do Brasil. A Mercatto faz aniversário dia 11 e para comemorar fará uma série de ações que começaram com o lançamento da coleção Estampe-se. Em seguida a marca fez adaptações na identidade visual e desenvolveu um novo projeto arquitetônico para as lojas. Uma repaginada e tanto para celebrar os 25 anos.
“Estamos há 25 anos no mercado brasileiro e com muitas razões para celebrar. Deixamos o nosso laranja, que sempre foi a cor que identifica a Mercatto, e adotamos um tom mais energético, espirituoso, feminino, elegante e contemporâneo. Além disso, mudamos para uma nova sede onde cada detalhe foi pensado no bem-estar dos nossos colaboradores, vamos reformar seis de nossas lojas e lançaremos um site, que foi desenvolvido em parceria com a agência Original e Vtex”, conta Renato Cohen, diretor da marca.
Um dos grandes desafios nesses próximos anos é o canal de Atacado, que voltou com tudo em 2019 e tem planos ambiciosos de crescimento.
“Não conheço nenhuma marca carioca que tenha preços tão acessíveis como os nossos. Nossa meta é sair de 400 para 1.000 multimarcas até 2020 e estar presente em todos os estados brasileiros. Hoje já estamos em 22”, revela Renato, que acrescenta os planos de tornar a marca OmniChannel ainda esse ano. OmniChannel é uma plataforma multicanal que integra lojas físicas, virtuais e compradores. Dessa maneira, a marca pode explorar todas as possibilidades de interação.
A Mercatto hoje tem 1,9 milhões de pessoas cadastradas no seu banco de dados e pretende chegar ao final desse ano com 2,2 milhões de pessoas. As inovações não param por aí. A marca investiu em um equipamento de última geração para automatização logística com objetivo de dar suporte a todo o crescimento previsto.
“Sem dúvida esse ano será um marco na nossa história. O que estamos fazendo agora repercutirá nos nossos próximos anos. Estamos com coragem e tomando decisões estratégicas fundamentais no nosso negócio”, finaliza Renato.

Calçadistas apostam, e investem, em sustentabilidade

Calçadistas apostam, e investem, em sustentabilidade

Por Viviane Faver

NOVA YORK (EUA) – Os tempos mudaram e o perfil do consumidor também. E para acompanhar essas mudanças o mercado teve que se adequar. E o de calçados não ficou atrás. Hoje em dia os consumidores estão cada vez mais conscientes e priorizando marcas que adotem processos que tenham compromisso social, ambiental, cultural e econômico. A isso chamamos de sustentabilidade. E para “chancelar” as boas ações de empresas comprometidas com ações sustentáveis a Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), com o apoio do Instituto Brasil By (IBB), criou um programa para certificar as marcas que trabalham centradas nos pilares da sustentabilidade.

“Com o programa Origem Sustentável pretendemos certificar justamente todos os pilares que abrangem o conceito de sustentabilidade, que devem estar em sinergia por meio do que chamamos de gestão de sustentabilidade”, contou ao DIA o gestor de projetos da Abicalçados, Cristian Schlindwein. O executivo avalia que a sustentabilidade traz vantagens internas de competitividade pois otimiza o uso de materiais e prevê o reaproveitamento de matéria-prima e isso reduz custos de produção.

E ele dá dicas: as marcas devem ter alguns cuidados quando começarem a trabalhar com produto sustentável. “Primeiramente é preciso que não seja somente um produto sustentável e sim um processo sustentável. Que vai desde a concepção do produto, passando pela sua fabricação até o ponto final, no varejo, com a adoção de mecanismos de logística reversa, por exemplo”, explica.

E acrescenta: “Funcionários produzindo em condições de trabalho dignas também é sinônimo de sustentabilidade. A empresa deve ser, acima de tudo, culturalmente sustentável, pregar isso no seu dia a dia, com a conscientização de funcionários que a questão para a sociedade.”

Schlindwein conta que mercados sofisticados, como o europeu, já adotam critérios de sustentabilidade para a escolha de fornecedores há um bom tempo, sendo um exemplo muito importante o Reach, legislação que trata sobre produtos químicos danosos à saúde humana e ao meio ambiente em produtos consumidos nos países do bloco.

Outros mercados, especialmente de países em desenvolvimento, já vem criando mecanismos de controle para assegurar o desenvolvimento de produtos realmente sustentáveis. Ou seja, o mercado internacional vem olhando com mais atenção para a questão, e as empresas que se adiantarem, com a adoção de processos sustentáveis tendem a conquistar uma fatia maior – e melhor – do mercado.

Piccadilly produz mais de 35 mil pares por dia

A Piccadilly, indústria que produz mais de 35 mil pares de calçados por dia, comemora a conquista da certificação de Origem Sustentável em Ouro, o que significa que a empresa alcançou 90% dos indicadores do programa. A técnica em Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da empresa, Morgana Marca, conta que a empresa participa da iniciativa desde 2013, quando entrou na categoria Bronze. “Para fortalecer o compromisso com a sustentabilidade, em 2016 recebemos a certificação Prata e hoje a certificação Gold”, comemora.

Segundo ela, a certificação, que é auditada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e pela System & Service Certification (SGS), traz confiabilidade ao mercado. “A conquista garante aos consumidores que não estão apenas levando para casa mais um produto, mas também a garantia de que a empresa oferece benefícios à sociedade e à natureza”, acrescenta Morgana, ressaltando que sustentabilidade significa, para a Piccadilly, muito mais do que obrigações legais, mas minimizando impactos negativos e maximizando os positivos nos processos produtivos.

“Gerar empregos, renda, descarte de resíduos ambientalmente saudável, comprar matérias-primas de fornecedores que também abraçam essa causa são alguns dos exemplos que podemos citar de como a sustentabilidade é incorporada à cultura Piccadilly”, explica.

Calçados Bibi: referência no universo infantil

Outra marca brasileira que investe pesado na sustentabilidade é a Calçados Bibi. Fundada em 1949, a Calçados Bibi é referência no mercado de calçados infantis. Com fábricas em Parobé (RS) e em Cruz das Almas (BA), produz cerca de 2 milhões de pares ao ano.

Presente em mais de 70 países nos cinco continentes, no Brasil está em mais de 3,5 mil pontos de venda multimarcas, além do e-commerce e de uma rede de franquias com mais de 100 lojas.

A marca de calçados infantis conquistou reconhecimento do setor a partir do trabalho que desenvolve com os calçados fisiológicos e no emprego de tecnologia da palmilha Fisioflex Bibi – que proporciona a sensação de andar descalço no seu público-alvo: as crianças.

Segundo o gerente de suprimentos da Calçados Bibi, Ismael Fischer, A Bibi sempre buscou ser uma empresa que trabalha com foco em questões sustentáveis. Mas foi em 2013 que a empresa aderiu ao Programa Origem Sustentável. Na ocasião, a marca já atendia acima de 76% dos indicadores obrigatórios, conquistando o Selo Bronze. Dois anos depois obteve o Selo Prata, o atendimento acima dos 76% de indicadores obrigatórios e 69% de indicadores muito importantes.

Em 2016, a empresa foi novamente auditada, obtendo o Selo Ouro, comprovado pelo atendimento superior aos 76% de indicadores obrigatórios, 69% de indicadores muito importantes e acima de 34% de indicadores desejáveis. Já em novembro de 2018, a Bibi obteve o Selo Diamante, que é o mais alto nível do programa. Por meio deste selo, a marca demonstrou que além de atender aos requisitos do Selo Ouro, também comprovou a evolução em seis indicadores nos últimos dois anos. Estes indicadores apontam melhorias em questões ligadas à gestão de resíduos, substituição de adesivos químicos por base água, utilização de componentes e embalagens recicladas e recicláveis, e a incorporação da sustentabilidade no planejamento estratégico da empresa.

A empresa tem o “Projeto Bibi não Tóxico” que desenvolve e monitora fornecedores e processos industriais: são 125 fornecedores e 2.650 materiais monitorados, por coleção, para que todos os calçados sejam produzidos com materiais não tóxicos a saúde de crianças de 0 a 9 anos e a aquisição de energia elétrica oriunda de fontes sustentáveis.

A empresa fechou o ano de 2018 com 110 unidades em operação, sendo quatro delas internacionais. A marca registrou um aumento de 4% na rede de franquias, além de implantar 13 novas unidades em diferentes estados brasileiros.

Edição: Martha Imenes

Evento no Recreio orienta quem quer estudar nos EUA

Evento no Recreio orienta quem quer estudar nos EUA

POR  MARTHA IMENES

Alunos interessados em estudar nos Estados Unidos podem aproveitar a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a educação na Terra do Tio Sam. E para dar uma mãozinha a quem não sabe por onde começar, na próxima sexta-feira a Recreio Christian School, escola bilingue localizada no Recreio dos Bandeirantes, promove a 1ª Feira de Universidades Americanas de 2019.

Com entrada franca, o evento é aberto ao público geral e vai ocorrer das 10h30 às 11h50, e contará com a presença de representantes oficiais de sete universidades americanas: Full Sail University, Hofstra University, Marymount California University, The University of Kansas, The University of Oklahoma e University of Connecticut University of Houston.

O objetivo, segundo os organizadores, é mostrar aos interessados como funcionam os processos de entrevista e admissão para que os alunos comecem a se preparar para enfrentar o desafio de entrar na Universidade desejada. Os participantes também conhecerão quais os programas de ensino oferecidos por cada instituição e compreenderão como é a vida de um estudante brasileiro no exterior.

Para Gabriel Frozi, fundador da Recreio Christian School, este contato inicial será primordial para uma possível inscrição. “Queremos que os jovens saibam qual o melhor caminho para chegar ao seu objetivo de estudar em uma instituição de ensino superior americana. Estabelecer conexões diretas com estes representantes é de extrema importância para o futuro”, diz.

O empresário ressalta que a feira é destinada a todos que desejam garantir um diploma em solo americano: “Não vamos restringir esta oportunidade única aos nossos alunos. Todos merecem uma chance de correr atrás de seus sonhos, por isso estamos intermediando este contato com as universidades americanas. Pode parecer algo simples, mas com certeza abrirá portas mais pra frente”, completa.

LEVANTAMENTO

Nos últimos meses, o índice de brasileiros que saíram do país para estudar em instituições do exterior subiu 10,7%.  O número de estudantes brasileiros nos EUA também aumentou. Ao todo foram  14.620  alunos que deram ao Brasil a décima posição no ranking mundial  do país que mais envia estudantes para as universidades americanas, perdendo apenas para China, Índia, Coréia do Sul, Arábia Saudita, Canadá, Vietnã, Taiwan, Japão e México.

A indústria de graduação no exterior foi a mais aquecida. 50,3% dos 14.620 estudantes nos EUA buscaram cursos universitários e pelo quinto ano consecutivo, Matemática e Ciência da Computação foram os campos de estudo com um rápido crescimento. Já a procura de pós graduação também apresentou aumento de    28,8% enquanto os intensivos de ingês cresceu apenas 8,9% . Os cinco estados anfitriões foram Flórida, Califórnia, Nova York, Massachusetts e Texas.

Esse cenário é o reflexo da busca de experiência internacional, melhores oportunidades de trabalho que estão fazendo os alunos das escolas particulares começarem  a se preparar já no ensino fundamental para conquistar uma vaga em uma instituição no exterior. A expectativa é que, em 2019, ao menos 400 mil pessoas viajem para fora em busca de conhecimento e novas oportunidades.

Recreio Christian School é um dos principais colégios do Rio a oferecer ensino bilingue, capacitando seus alunos para aprovações tanto em faculdades brasileiras quanto internacionais. Seguindo o modelo americano, a instituição oferece atividades extra-curriculares para complementar a grade escolar habitual. Também promove cursos de alfabetização em inglês para professores da rede pública, para que cada vez mais pessoas estejam preparadas para estudar fora, independente de sua classe social.

SERVIÇO

1ª Feira de Universidades Americanas de 2019
Local: 
Recreio Christian School (Avenida Genaro de Carvalho,1500, Recreio Dos Bandeirantes, Rio De Janeiro)
Data: 15/03, das 10h30 às 11h50
Informações: (21) 3420-3535 / (21) 99555-7646 ou no site http://www.recreiochristianschool.com/.
Entrada Franca