EUA são o principal mercado para sapatos brasileiros

EUA são o principal mercado para sapatos brasileiros

Viviane Faver/ODIA
As marcas de sapatos brasileiras irão se beneficiar da renovação de contrato entre a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que ocorreu na quarta-feira passada, na 51ª Francal, em São Paulo, obtendo mais oportunidades para vendas e exportação para os Estados Unidos. Segundo o diretor-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, contou ao https://odia.ig.com.br/  que serão R$ 30,8 milhões investidos em ações nos próximos dois anos. Desses, R$ 16 milhões são provenientes da agência e R$ 14 milhões são contrapartida das empresas participantes.

Os Estados Unidos são o principal mercado para o calçado brasileiro no exterior mantendo a posição há 20 anos, de acordo com a responsável pelo mercado internacional da associação, Ruisa Korndorfer Scheffel. “No princípio, as exportações, na década de 70, chegaram a responder por 70% do total gerado pelos embarques. O país segue como principal mercado internacional, porém respondendo por uma fatia menor, de cerca de 20% (em valores)”, conta Ruisa.

No entanto, ela acrescenta que mercado norte-americano é também muito competitivo. “Todas as grandes marcas do mundo têm interesse de atingir o consumidor americano. Os Estados Unidos é vitrine mundial”, afirma. Por isso ela alerta sobre a importância o perfil do cliente americano. “O cliente norte-americano tem uma gama enorme de marcas de diferentes países a disposição, por isso as marcas brasileiras precisam mostrar que possuem um diferencial e que é um atrativo para o seu público final”, orienta.

A maior parte dos produtos brasileiros estão concentrados na Costa Oeste, por ser local de realização de uma das maiores feiras do mundo voltada para esse setor, a FN Platform, em Las Vegas.

Números de exportação e negócios

No mês de maio, conforme dados da Abicalçados, os norte-americanos importaram 782 mil pares de calçados, pelos quais foram pagos US$ 14,7 milhões. Os resultados são superiores tanto em volume (63,7%) como em receita (80%) na relação com igual período do ano passado. Com isso, no acumulado dos cinco meses do ano, os Estados Unidos já somaram 5,6 milhões de pares importados do Brasil, pelos quais foram despendidos US$ 84,76 milhões, incrementos de 31,2% em pares e de 43,4% em receita no comparativo com período correspondente do ano passado.

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destaca que a guerra comercial, instalada entre Estados Unidos e China, tem feito com que os norte-americanos – que representam o maior mercado consumidor de calçados do planeta – substituam seus fornecedores, buscando importações em outros países. “Os Estados Unidos importam mais de 2,3 bilhões de pares por ano, mais de 70% deles da China. Então o impacto é muito significativo”, explica Klein, para quem o mercado brasileiro tem plenas capacidades de absorver boa parte da demanda norte-americana. Nos últimos cinco meses, continua o executivo, as vendas de calçados chineses para os Estados Unidos caíram mais de 70%.

Estados brasileiros

Nos cinco primeiros meses do ano, o maior exportador de calçados do Brasil seguiu sendo o Rio Grande do Sul, de onde partiram 12,17 milhões de pares por US$ 181,23 milhões, altas de 11,8% em pares e de 2,7% em receita. O segundo exportador foi o Ceará. Nos cinco meses, os calçadistas cearenses exportaram 19,53 milhões de pares por US$ 115,8 milhões, incrementos de 5,6% e de 15,4%. No terceiro posto apareceu São Paulo, de onde partiram 3,3 milhões por US$ 44,18 milhões, incremento de 10,1% de volume e queda de 4,4% em receita.

Edição: Martha Imenes
Mulheres preciosas: designers brasileiras fazem mostra de joias em NY

Mulheres preciosas: designers brasileiras fazem mostra de joias em NY

Por Viviane Faver

As pedras brasileiras se destacam em joias produzidas por mulheres brasileiras e “desfilam” em Nova York, para encantamento dos norte-americanos, que veem nas peças a oportunidade de ter um produto que alia beleza, pedras de alto valor e metais nobres, como ouro e prata, e o mais importante: são exclusivas. E para dar espaço a essa beleza produzida por brasileiras, no final de abril, a Cidade da Maçã sediou a exposição Collect Brazilian Jewelry, que ocorreu na galeria One Art Space, em Tribeca, Manhattan.
O evento teve a participação de 20 mulheres joalheiras de diferentes partes do Brasil, que mostraram sua produção e experimentaram a arte de fazer negócios no setor de joalheria no mercado internacional. A exposição teve como tema Empoderamento da Mulher e exibiu peças criadas especialmente para o evento compostas com o melhor do ouro, prata e pedras preciosas brasileiras.
Dorine Botana, de São Paulo, curadora e organizadora do evento, conta que criou o coletivo Collect Brazilian Jewelry com intuito de juntar grupos de designers brasileiros e mostrar uma joalheria autoral fora do Brasil. É importante destacar que as peças exclusivíssimas são produzidas com esmeraldas, rubis, pérolas, diamantes, entre outras, além de ouro e prata. Ou seja, quem comprar uma das joias não corre o risco de encontrar uma “gêmea” por aí.
“O designer brasileiro é muito criativo e diversificado, por isso muito bem apreciado e aceito tanto na Europa como nos Estados Unidos”, avalia Dorine, que em 19 anos já produziu eventos na Suécia, França, Dinamarca, Hungria, República Checa, Itália, Espanha e Portugal.

Uma janela de oportunidades
E não é hoje que as joias brasileiras são muito bem reconhecidas em países estrangeiros. Esse fator somado à crise no Brasil favorece a ideia de investir em exposições nos grandes centros como Nova York. Para se ter uma ideia, o Brasil está no ranking dos 15 maiores produtores de peças em ouro, com um total de 22 toneladas de joias criada e comercializadas, segundo dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Gemas e Materiais (IBGM), que agrega 261 indústrias ligadas ao mercado de joias.

Montar uma exposição com objetivo de alavancar negócios e reconhecimento em Nova York não é tarefa fácil. Dorine explica, com exclusividade, como funciona. O custo inicial para participar do evento desse porte gira em torno de US$5 mil e oferece retorno estimado em até 50%. Mas, diz Dorine, os benefícios vão além do dinheiro. “O expositor que faz esse tipo de negócio esta em busca de reconhecimento da sua marca e, porque não, a chance de expandir permanentemente seu negócio em terras internacionais”, avalia.
E por que Nova York? A curadora e organizadora do evento é direta: visibilidade. Nova York é uma ampla vitrine para produtos e serviços brasileiros. Por isso a seleção dos expositores é bem rigorosa. “São feitas avaliações do trabalho do designer e é imprescindível que as peças sejam únicas e feitas a mão”, explica.

Mostra no exterior garante maior visibilidade às joias
Designers brasileiras contam como é participar de um evento no exterior e todo o processo de produção das peças. Entre as 20 participantes, três se destacam mais pela sua originalidade e o uso de diferentes técnicas usadas nas construções das jóias.
Produtora da coleção Desigual, onde todas as peças foram influenciadas pela natureza, Maria Antonia Antonelle, também de São Paulo, gemóloga de formação, já expôs na França, Itália, Iugoslávia, Emirados Árabes. Maria Antonelle afirma que estar na mídia internacional é ter acesso ao mundo da joalheria. É também ser reconhecido no Brasil, pelo trabalho realizado fora.
“É mais marketing do que venda, e Nova York é um grande centro de negócio, onde tudo acontece. E como não poderia deixar de ser arte na joalheria. O país tem grande potencial para o cliente que deseja ter uma joia exclusiva com sua características pessoais”, avalia.
Cabe ao curador selecionar as peças a serem expostas. Maria Antonia conta que somente podem participar da exposição joalheria autoral e com peças únicas. “É esse o diferencial. O cliente estrangeiro valoriza a exclusividade e considera joalheria como arte. No Brasil existem clientes com esse perfil, mas em número muito menor. O mercado joalheiro no Brasil gira em torno do modismo”, afirma.
E acrescenta: “A curadora pesquisa os países, faz contatos com curadores de galerias e com a mídia que faz a divulgação do evento tanto no Brasil como no país da exposição. Além, de providências como vitrines, coquetel, catálogos. E antes disso faz a seleção dos designers e a assinatura do contrato”.
A designer Telma Aguiar, de Fortaleza, concorda com Maria Antonia, e acrescenta que além dos os clientes europeus e americanos apreciarem as peça atemporal e diferente, não pedem descontos e valorizam bastante o joalheiro.
“Já o cliente brasileiro quer o que está na moda, muitas vezes pede para fazer uma cópia, não valoriza muito o joalheiro, pedem muitos descontos e querem quase sempre parcelar”, lamenta a designer.
Telma que completou sua 16ª exposição internacional em Nova York, já esteve na Alemanha, Espanha, Portugal. Ela desenvolveu uma coleção especial para NY chamada Jardim – que teve como inspiração o cuidado pessoal, do relacionamento e do amor próprio para enfrentar os desafios do dia a dia como mulher.
Telma, que também trabalha como bancária, analisa a crise no Brasil como uma época de incertezas que o país vem atravessando nos últimos anos, que faz com que os consumidores e varejistas tenham mais cautela ou até mesmo pensar em paralisar os planos de expansão de um negócio.

“O mercado de joias tem as perspectivas positivas, mas é necessário ter uma variedade de portfólio, percepção da qualidade dos produtos por parte dos consumidores, qualidade da matéria-prima disponível, variedade dos canais de venda e demanda interna aquecida”, avalia Telma.
O processo evolutivo das matérias primas dos metais e gemas brasileiros foi o que impulsionou a carreira da designer Berta Antunes, de Araruama, na Região dos Lagos (RJ). Especialista em trabalhar com prata pura, ela começou sua carreira fazendo essas experimentações.
Berta participou anteriormente com a mesma produtora do grupo de trabalho da Collect Brazillian Jewelry, em Paris, na Joaillerie Contemporaine D’auteur au Carrousel Du Louvre, em 2018.
A inspiração da sua coleção foi influenciada pelo artesanato da cestaria que reflete a importância da atividade feminina no processo de evolução cultural, como a trama, enredo, e fios entrelaçados revelando a delicadeza e força feminina.
Os principais desafios, segundo Berta, é driblar o preconceito que ainda existe no mercado e conseguir verba para bancar o alto custo da empreitada fora do Brasil, esse valor varia de US$ 2 mil a US$ 5 mil, com retorno em torno de até 50% do valor investido. Mas, segundo ela, vale a pena fazer esse investimento. “O retorno é mais sobre a divulgação, que vai gerar maior reconhecimento para suas peças”, avalia.
“Naturalmente, o Brasil possui excelentes artistas que não conseguem sobreviver economicamente a estas demandas mercadológicas. O mercado é cruel com os produtores de arte em todas as instâncias e há uma corrente preconceituosa em todas as linguagens artísticas penalizando-nos, inclusive”, finaliza.

Edição: Martha Imenes

Calçadistas apostam, e investem, em sustentabilidade

Calçadistas apostam, e investem, em sustentabilidade

Por Viviane Faver

NOVA YORK (EUA) – Os tempos mudaram e o perfil do consumidor também. E para acompanhar essas mudanças o mercado teve que se adequar. E o de calçados não ficou atrás. Hoje em dia os consumidores estão cada vez mais conscientes e priorizando marcas que adotem processos que tenham compromisso social, ambiental, cultural e econômico. A isso chamamos de sustentabilidade. E para “chancelar” as boas ações de empresas comprometidas com ações sustentáveis a Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), com o apoio do Instituto Brasil By (IBB), criou um programa para certificar as marcas que trabalham centradas nos pilares da sustentabilidade.

“Com o programa Origem Sustentável pretendemos certificar justamente todos os pilares que abrangem o conceito de sustentabilidade, que devem estar em sinergia por meio do que chamamos de gestão de sustentabilidade”, contou ao DIA o gestor de projetos da Abicalçados, Cristian Schlindwein. O executivo avalia que a sustentabilidade traz vantagens internas de competitividade pois otimiza o uso de materiais e prevê o reaproveitamento de matéria-prima e isso reduz custos de produção.

E ele dá dicas: as marcas devem ter alguns cuidados quando começarem a trabalhar com produto sustentável. “Primeiramente é preciso que não seja somente um produto sustentável e sim um processo sustentável. Que vai desde a concepção do produto, passando pela sua fabricação até o ponto final, no varejo, com a adoção de mecanismos de logística reversa, por exemplo”, explica.

E acrescenta: “Funcionários produzindo em condições de trabalho dignas também é sinônimo de sustentabilidade. A empresa deve ser, acima de tudo, culturalmente sustentável, pregar isso no seu dia a dia, com a conscientização de funcionários que a questão para a sociedade.”

Schlindwein conta que mercados sofisticados, como o europeu, já adotam critérios de sustentabilidade para a escolha de fornecedores há um bom tempo, sendo um exemplo muito importante o Reach, legislação que trata sobre produtos químicos danosos à saúde humana e ao meio ambiente em produtos consumidos nos países do bloco.

Outros mercados, especialmente de países em desenvolvimento, já vem criando mecanismos de controle para assegurar o desenvolvimento de produtos realmente sustentáveis. Ou seja, o mercado internacional vem olhando com mais atenção para a questão, e as empresas que se adiantarem, com a adoção de processos sustentáveis tendem a conquistar uma fatia maior – e melhor – do mercado.

Piccadilly produz mais de 35 mil pares por dia

A Piccadilly, indústria que produz mais de 35 mil pares de calçados por dia, comemora a conquista da certificação de Origem Sustentável em Ouro, o que significa que a empresa alcançou 90% dos indicadores do programa. A técnica em Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da empresa, Morgana Marca, conta que a empresa participa da iniciativa desde 2013, quando entrou na categoria Bronze. “Para fortalecer o compromisso com a sustentabilidade, em 2016 recebemos a certificação Prata e hoje a certificação Gold”, comemora.

Segundo ela, a certificação, que é auditada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e pela System & Service Certification (SGS), traz confiabilidade ao mercado. “A conquista garante aos consumidores que não estão apenas levando para casa mais um produto, mas também a garantia de que a empresa oferece benefícios à sociedade e à natureza”, acrescenta Morgana, ressaltando que sustentabilidade significa, para a Piccadilly, muito mais do que obrigações legais, mas minimizando impactos negativos e maximizando os positivos nos processos produtivos.

“Gerar empregos, renda, descarte de resíduos ambientalmente saudável, comprar matérias-primas de fornecedores que também abraçam essa causa são alguns dos exemplos que podemos citar de como a sustentabilidade é incorporada à cultura Piccadilly”, explica.

Calçados Bibi: referência no universo infantil

Outra marca brasileira que investe pesado na sustentabilidade é a Calçados Bibi. Fundada em 1949, a Calçados Bibi é referência no mercado de calçados infantis. Com fábricas em Parobé (RS) e em Cruz das Almas (BA), produz cerca de 2 milhões de pares ao ano.

Presente em mais de 70 países nos cinco continentes, no Brasil está em mais de 3,5 mil pontos de venda multimarcas, além do e-commerce e de uma rede de franquias com mais de 100 lojas.

A marca de calçados infantis conquistou reconhecimento do setor a partir do trabalho que desenvolve com os calçados fisiológicos e no emprego de tecnologia da palmilha Fisioflex Bibi – que proporciona a sensação de andar descalço no seu público-alvo: as crianças.

Segundo o gerente de suprimentos da Calçados Bibi, Ismael Fischer, A Bibi sempre buscou ser uma empresa que trabalha com foco em questões sustentáveis. Mas foi em 2013 que a empresa aderiu ao Programa Origem Sustentável. Na ocasião, a marca já atendia acima de 76% dos indicadores obrigatórios, conquistando o Selo Bronze. Dois anos depois obteve o Selo Prata, o atendimento acima dos 76% de indicadores obrigatórios e 69% de indicadores muito importantes.

Em 2016, a empresa foi novamente auditada, obtendo o Selo Ouro, comprovado pelo atendimento superior aos 76% de indicadores obrigatórios, 69% de indicadores muito importantes e acima de 34% de indicadores desejáveis. Já em novembro de 2018, a Bibi obteve o Selo Diamante, que é o mais alto nível do programa. Por meio deste selo, a marca demonstrou que além de atender aos requisitos do Selo Ouro, também comprovou a evolução em seis indicadores nos últimos dois anos. Estes indicadores apontam melhorias em questões ligadas à gestão de resíduos, substituição de adesivos químicos por base água, utilização de componentes e embalagens recicladas e recicláveis, e a incorporação da sustentabilidade no planejamento estratégico da empresa.

A empresa tem o “Projeto Bibi não Tóxico” que desenvolve e monitora fornecedores e processos industriais: são 125 fornecedores e 2.650 materiais monitorados, por coleção, para que todos os calçados sejam produzidos com materiais não tóxicos a saúde de crianças de 0 a 9 anos e a aquisição de energia elétrica oriunda de fontes sustentáveis.

A empresa fechou o ano de 2018 com 110 unidades em operação, sendo quatro delas internacionais. A marca registrou um aumento de 4% na rede de franquias, além de implantar 13 novas unidades em diferentes estados brasileiros.

Edição: Martha Imenes

Moda brasileira invade Miami

Moda brasileira invade Miami

Por Viviane Faver
Especial de Miami

A moda brasileira chegou para ficar, e brilhar, em Miami, nos Estados Unidos. Antecipando uma das semanas de arte mais movimentadas do mundo, a Art Basel, no final do mês será aberta a segunda edição do Brazil Fashion Forum. O evento, criado pela empresária brasileira em 2017, Flávia Marchesini, foi vencedor do Prêmio Press Award 2018 da Focus Brasil e ganhou o título de melhor evento cultural em Miami.
Em dois dias são esperadas mais de 1,5 mil pessoas, inclusive convidados VIPs. Lojas com o conceito “see now buy now” (veja agora, compre agora) serão montadas no salão principal, que tem 4 mil metros quadrados. Cada dia terá uma sequência de três estilistas.
“É uma grande responsabilidade promover os talentos brasileiros e promover uma experiência inovadora para outras pessoas que seguem nossa arte e cultura, reforçando a cada ano a presença de marcas brasileiras nos Estados Unidos”, avalia Flávia.
De acordo com Flávia, o Brazil Fashion Forum consolida uma novo conceito no mercado da moda e contribui para que Miami seja uma parada obrigatória no calendário anual de todos os fashionistas do mundo.
A empresária é a primeira brasileira a fechar parceria com o recém inaugurado Instituto Marangoni Miami. O evento de moda conta com o apoio do Consulado Geral do Brasil em Miami, que fará parte da programação com a palestra “Journey Through Brazilian Experiences”, promovido e desenvolvido pelo embaixador Adalnio Senna Ganem.
Para o executivo da Brasil Society, Christiano Marchesini, desenvolver um projeto desta magnitude nos EUA e levar várias marcas, designers e celebridades ao país não é uma tarefa fácil. “Criar cada edição requer muito esforço, dedicação e acima de tudo paixão no que está sendo feito. O maior desafio é conquistar a credibilidade e o apoio financeiro de importantes marcas. Mas, ao mesmo tempo, elevar a qualidade e as experiências no evento”, avalia Christiano.
Segundo ele, o público principal é, em sua maioria, de brasileiros que vivem e visitam Miami e que querem ter uma experiência sofisticada, além de se manterem atualizados sobre o que está acontecendo no Brasil e no mundo. “Estamos muito contentes também de ver a cada ano mais estrangeiros participando e curiosos sobre a nossa cultura e a beleza brasileira”, avalia.
Para o futuro, o executivo pretende incentivar a troca de experiências culturais incentivando designers da América Latina com a presença de um convidado especial. “Este ano por exemplo já estamos trazendo Carolina K representando a Argentina”, conta.
O Instituto Marangoni Miami tem um papel importante no evento por ser o parceiro educacional exclusivo do Brazil Fashion Forum (BFF). Com isso em mente, o IMM junto ao BFF estão oferecendo duas bolsas de estudo que serão sorteadas a partir de uma competição promovida pelo evento para talentos brasileiros.

DESTAQUES
A embaixadora desta edição será a top model Isabelli Fontana. Os designers confirmados na versão de 2018 são Reinaldo Lourenço, Lilly Sarti, GIG Couture, Lenny Niemeyer, Sinesia Karol e Patricia Motta, que vão mostrar suas coleções na passarela. Lenny Niemeyer, Jack Vartanian, Sinesia Karol, Patricia Motta, Bossa Concept, Trousseau, Sol de Janeiro, Carolina K e outras marcas já confirmaram presença com lojas satélite no evento.

SERVIÇO
EVENTO: Brazil Fashion Forum
www.brazilfashionforum.com
DATA: 29 a 30 de Novembro
HORÁRIO: Das 15h às 23h30
LOCAL: Faena Forum – 3300-3398 Collins Ave, Miami Beach, FL 33140, EUA

Empresas brasileiras se destacam em evento de tecnologia em Nova York

Empresas brasileiras se destacam em evento de tecnologia em Nova York

Por Viviane Faver
De Nova York

Investimento em tecnologia voltada ao varejo ganha impulso no Brasil e é tema de evento em Nova York, nos Estados Unidos. A americana Zendesk – que desenvolve softwares para atendimento ao consumidor -, ‘ganhou’ 7 mil clientes no Brasil, entre eles empresas como Buscapé, Shopify, Hotel Urbano, Fossil, Airbnb, Uber, Méliuz, Udacity, Resultados Digitais entre outras. E a aposta de crescimento no Brasil é tanta que a Zendesk fez no último dia 17 um evento em Manhattan para debater os rumos do setor de tecnologia voltada à experiência de consumidores com vários segmentos de empresas, inclusive do varejo.
Para o vice-presidente de Marketing da empresa, Jeff Titterton, o Brasil passa por um período de transformação digital e que as empresas estão entendendo a importância de posicionar o cliente no centro do negócio. “A Zendesk vê nisso a oportunidade de auxiliar as organizações nesse processo de automatização e integração do atendimento ao cliente”, disse durante entrevista exclusiva após o Future of Customer Experience, realizado no Center 415. “Estamos em mais de 160 países e o Brasil está entre as nossas dez principais operações no mundo”, declarou o diretor de Marketing para a a América Latina, Marcio Arnecke.
Segundo Tatiana Piloto, da Zendesk Brasil, entre 2014 e 2016, a operação local cresceu cerca de 40%. “Além disso, aumentamos em sete vezes nosso número de clientes nos últimos cinco anos. Entre 2016 e 2017, tivemos também um crescimento de 40% da operação brasileira. Foi o recorde da empresa em qualquer país do mundo naquele período”, comemora. Ela complementa dizendo que em 2017 aumentou em 200% o número de funcionários no Brasil para atender às demandas do mercado e potencializar o processo de expansão no País.

CLIENTES

A Méliuz, startup brasileira que oferece cupons de descontos de lojas online, conta que primeiro avaliou a relação custo-benefício antes de contratar a Zendesk. Segundo Serena Fernandes, coordenadora de atendimento ao cliente, o investimento inicial na época custou US$ 49 por licença. “Tínhamos três atendentes, então aproximadamente totalizou US$147”, contabiliza.
Ela conta que a empresa hoje consegue dar uma resposta às demandas em no máximo 5 minutos. “Os formulários da Zendesk garantem mais agilidade e com isso há aumento na produtividade”, explica. “O nosso tempo de primeira resposta diminuiu 78% e o tempo de solução, 86%. Além disso, 48% dos nossos tíquetes são resolvidos em apenas um contato”, diz Serena.
Outra cliente da Zendesk, Udacity – empresa com dois anos de atuação no Brasil, plataforma online que oferece cursos chamados de nanodegree nas áreas de ciência de dados, inteligência artificial, negócios e programação, utiliza os softwares da Zendesk como ferramenta de suporte aos estudantes e para responder às demandas enviadas pela central de atendimento.
Renata Zacarias, da Udacity Brasil, conta que resolveu executar o piloto de vendas durante a Black Friday no início de novembro de 2017 e que tinha cerca de 20 dias para realizar toda a implementação do sistema, desde a contratação e treinamento dos representantes de vendas até a decisão de todos os fluxos operacionais e ferramentas.
“Nosso investimento em média para a campanha da Black Friday foi de R$ 200 mil. Esperávamos atrair mil novos alunos durante a campanha e conseguimos 2 mil. Nossa equipe do projeto-piloto de vendas gerou cerca de 20% das vendas da Black Friday e a implementação do chat online e ligações foi fundamental para esse sucesso”, relata.
Ela acrescenta que desde a implementação das ferramentas de chat e talk, conseguiu atrair mais de 2 mil alunos através desses canais. Já a equipe de vendas, que utiliza os produtos da Zendesk, contribui por cerca de 30% da aquisição de novos alunos.
Já a empresa tecnologia Resultados Digitais, que desenvolve o software RD Station Marketing para gestão de pequenas e médias empresas, contratou a Zendesk em 2014. “Decidimos pela Zendesk por ser referência entre os operadores de mercado, com isso eles geram um ecossistema de troca e benchmark que valorizamos muito na RD”, segundo Rafaela Blacutt, líder de suporte da empresa.
“Desde que implementamos as soluções da Zendesk a equipe de suporte triplicou de tamanho, além de termos reduzido em mais um dia o tempo de resolução de chamados e aumentamos quase 10% nossa taxa de satisfação”, conta Rafaela.