Calçadistas apostam, e investem, em sustentabilidade

Calçadistas apostam, e investem, em sustentabilidade

Por Viviane Faver

NOVA YORK (EUA) – Os tempos mudaram e o perfil do consumidor também. E para acompanhar essas mudanças o mercado teve que se adequar. E o de calçados não ficou atrás. Hoje em dia os consumidores estão cada vez mais conscientes e priorizando marcas que adotem processos que tenham compromisso social, ambiental, cultural e econômico. A isso chamamos de sustentabilidade. E para “chancelar” as boas ações de empresas comprometidas com ações sustentáveis a Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), com o apoio do Instituto Brasil By (IBB), criou um programa para certificar as marcas que trabalham centradas nos pilares da sustentabilidade.

“Com o programa Origem Sustentável pretendemos certificar justamente todos os pilares que abrangem o conceito de sustentabilidade, que devem estar em sinergia por meio do que chamamos de gestão de sustentabilidade”, contou ao DIA o gestor de projetos da Abicalçados, Cristian Schlindwein. O executivo avalia que a sustentabilidade traz vantagens internas de competitividade pois otimiza o uso de materiais e prevê o reaproveitamento de matéria-prima e isso reduz custos de produção.

E ele dá dicas: as marcas devem ter alguns cuidados quando começarem a trabalhar com produto sustentável. “Primeiramente é preciso que não seja somente um produto sustentável e sim um processo sustentável. Que vai desde a concepção do produto, passando pela sua fabricação até o ponto final, no varejo, com a adoção de mecanismos de logística reversa, por exemplo”, explica.

E acrescenta: “Funcionários produzindo em condições de trabalho dignas também é sinônimo de sustentabilidade. A empresa deve ser, acima de tudo, culturalmente sustentável, pregar isso no seu dia a dia, com a conscientização de funcionários que a questão para a sociedade.”

Schlindwein conta que mercados sofisticados, como o europeu, já adotam critérios de sustentabilidade para a escolha de fornecedores há um bom tempo, sendo um exemplo muito importante o Reach, legislação que trata sobre produtos químicos danosos à saúde humana e ao meio ambiente em produtos consumidos nos países do bloco.

Outros mercados, especialmente de países em desenvolvimento, já vem criando mecanismos de controle para assegurar o desenvolvimento de produtos realmente sustentáveis. Ou seja, o mercado internacional vem olhando com mais atenção para a questão, e as empresas que se adiantarem, com a adoção de processos sustentáveis tendem a conquistar uma fatia maior – e melhor – do mercado.

Piccadilly produz mais de 35 mil pares por dia

A Piccadilly, indústria que produz mais de 35 mil pares de calçados por dia, comemora a conquista da certificação de Origem Sustentável em Ouro, o que significa que a empresa alcançou 90% dos indicadores do programa. A técnica em Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da empresa, Morgana Marca, conta que a empresa participa da iniciativa desde 2013, quando entrou na categoria Bronze. “Para fortalecer o compromisso com a sustentabilidade, em 2016 recebemos a certificação Prata e hoje a certificação Gold”, comemora.

Segundo ela, a certificação, que é auditada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e pela System & Service Certification (SGS), traz confiabilidade ao mercado. “A conquista garante aos consumidores que não estão apenas levando para casa mais um produto, mas também a garantia de que a empresa oferece benefícios à sociedade e à natureza”, acrescenta Morgana, ressaltando que sustentabilidade significa, para a Piccadilly, muito mais do que obrigações legais, mas minimizando impactos negativos e maximizando os positivos nos processos produtivos.

“Gerar empregos, renda, descarte de resíduos ambientalmente saudável, comprar matérias-primas de fornecedores que também abraçam essa causa são alguns dos exemplos que podemos citar de como a sustentabilidade é incorporada à cultura Piccadilly”, explica.

Calçados Bibi: referência no universo infantil

Outra marca brasileira que investe pesado na sustentabilidade é a Calçados Bibi. Fundada em 1949, a Calçados Bibi é referência no mercado de calçados infantis. Com fábricas em Parobé (RS) e em Cruz das Almas (BA), produz cerca de 2 milhões de pares ao ano.

Presente em mais de 70 países nos cinco continentes, no Brasil está em mais de 3,5 mil pontos de venda multimarcas, além do e-commerce e de uma rede de franquias com mais de 100 lojas.

A marca de calçados infantis conquistou reconhecimento do setor a partir do trabalho que desenvolve com os calçados fisiológicos e no emprego de tecnologia da palmilha Fisioflex Bibi – que proporciona a sensação de andar descalço no seu público-alvo: as crianças.

Segundo o gerente de suprimentos da Calçados Bibi, Ismael Fischer, A Bibi sempre buscou ser uma empresa que trabalha com foco em questões sustentáveis. Mas foi em 2013 que a empresa aderiu ao Programa Origem Sustentável. Na ocasião, a marca já atendia acima de 76% dos indicadores obrigatórios, conquistando o Selo Bronze. Dois anos depois obteve o Selo Prata, o atendimento acima dos 76% de indicadores obrigatórios e 69% de indicadores muito importantes.

Em 2016, a empresa foi novamente auditada, obtendo o Selo Ouro, comprovado pelo atendimento superior aos 76% de indicadores obrigatórios, 69% de indicadores muito importantes e acima de 34% de indicadores desejáveis. Já em novembro de 2018, a Bibi obteve o Selo Diamante, que é o mais alto nível do programa. Por meio deste selo, a marca demonstrou que além de atender aos requisitos do Selo Ouro, também comprovou a evolução em seis indicadores nos últimos dois anos. Estes indicadores apontam melhorias em questões ligadas à gestão de resíduos, substituição de adesivos químicos por base água, utilização de componentes e embalagens recicladas e recicláveis, e a incorporação da sustentabilidade no planejamento estratégico da empresa.

A empresa tem o “Projeto Bibi não Tóxico” que desenvolve e monitora fornecedores e processos industriais: são 125 fornecedores e 2.650 materiais monitorados, por coleção, para que todos os calçados sejam produzidos com materiais não tóxicos a saúde de crianças de 0 a 9 anos e a aquisição de energia elétrica oriunda de fontes sustentáveis.

A empresa fechou o ano de 2018 com 110 unidades em operação, sendo quatro delas internacionais. A marca registrou um aumento de 4% na rede de franquias, além de implantar 13 novas unidades em diferentes estados brasileiros.

Edição: Martha Imenes

Maple Bear: Franquia de educação projeta crescimento para 2019

Maple Bear: Franquia de educação projeta crescimento para 2019

A expansão de negócios focando em cidades menores tem se mostrado uma estratégia atraente para as redes de franquias e segue como uma forte tendência para os próximos anos, segundo recente levantamento realizado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). Entre os motivos que despertam o interesse nessas regiões são as possibilidades de oferecer baixos custos de locação e manutenção das unidades, menor concorrência e proximidade com o público final. Quando o assunto é educação bilíngue – muito mais presente em grandes centros urbanos -, as redes de escolas particulares com métodos de ensino modernos e inovadores ganham destaque.

A Maple Bear, representante oficial do ensino canadense no Brasil e com 25 mil alunos, planeja elevar em 30% o número de matrículas em 2019, principalmente em cidades do interior, com população entre 50 e 600 mil habitantes, mas com grande potencial de crescimento. “Atualmente, temos 110 unidades e até o final do ano, devemos inaugurar outras 37 escolas, tendo como objetivo atender famílias que buscam o ensino bilíngue e de qualidade, sem precisar se deslocar para cidades maiores” explica o CEO da rede, Arno Krug. Com os custos iniciais não tão elevados, as mensalidades também são favorecidas pela redução dos valores, girando em torno de R$ 2,2 mil, em média, contra R$ 2,8 mil das capitais.

Além disso, o investimento inicial menor impulsiona o processo de expansão, motivo pelo qual cidades como Pindamonhangaba, Sertãozinho e Hortolândia estão na mira da rede. E, ainda que a contratação de professores bilíngues seja uma exigência, já que a educação infantil é toda realizada no segundo idioma e, aos longo dos demais anos haja uma mescla entre conteúdos nas duas línguas, o docente é capacitado e avaliado por educadores canadenses que vêm ao Brasil para acompanhar e verificar se a metodologia está sendo corretamente aplicada. “Quando um professor é contratado, ele passa por um processo de adaptação ao nosso método de ensino. Por dois anos, esse profissional trabalha como assistente e, após esse período, é avaliado por educadores do Canadá”, completa.

Maple Bear Canadian School

Com origem em North Vancouver, British Columbia, Canadá, e com mais de 300 escolas em 16 países, atendendo mais de 35.000 crianças e adolescentes, a Maple Bear Canadian School é uma das líderes mundiais em educação bilíngue, oferecendo ensino Infantil, Fundamental e Médio de alta qualidade, fundamentado nas melhores práticas que posicionam a educação canadense entre as melhores do mundo. As escolas Maple Bear proporcionam um sistema de aprendizagem centrado no aluno, em um ambiente seguro e estimulante, despertando a paixão por aprender ao longo de toda a vida. No Brasil, a Maple Bear Canadian School está presente em todas as regiões do país com mais de 100 escolas. Para mais informações sobre a Maple Bear, acesse www.maplebear.com.br

‘Vice-versa’: Conta-Gotas do Instagram e Twitter para o blog

‘Vice-versa’: Conta-Gotas do Instagram e Twitter para o blog

Voltado para a área de negócios e oportunidades no Brasil e exterior, o perfil da coluna Conta-Gotas pode ser visualizado em blog, Facebook, Instagram e Twitter.
Em breve o CG vai estar também em um canal no YouTube para mostrar (e testar) produtos e serviços, além de divulgar ações de empresas.
Hoje iniciamos uma nova fase onde as imagens do Instagram e as “curtinhas” do Twitter passam a ser compartilhadas no blog. É o “vice-versa” em ação. Ou como o mercado chama: sinergia.

Serão muitas novidades este ano!

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Megamatte investe em responsabilidade social

Megamatte investe em responsabilidade social

Na sexta-feira, dia 9, a rede Megamatte vai fazer em todas as suas lojas a MegAção. Nesse dia parte das vendas dos mates orgânicos e guaraná natural é revertida para um projeto social. Depois, a rede dobra o valor arrecadado. Na oitava edição do projeto, a instituição beneficiada pela MegAção 2018 é o Projeto Culinária, da Associação Saúde Criança, uma organização social independente, que trabalha com metodologia inovadora e própria no atendimento a famílias em vulnerabilidade social, com criança doente em tratamento, nas unidades públicas de saúde.

O projeto presta um atendimento multidisciplinar a crianças com problemas de saúde gravíssimos e ao mesmo tempo oferece treinamento para que as mães dessas crianças possam aprender algo que possa gerar um renda extra em casa (culinária, corte e costura etc). O Saúde Criança está na 18ª posição entre as 500 melhores ONGS do mundo, de acordo com a avaliação da entidade suíça NGO Advisor.

A rede Megamatte também aderiu à Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, também conhecida como Lei do ISS, apoiando em 2018 o projeto “Escolas de Música e Cidadania” da ONG Agência do Bem. Além do apoio financeiro, a empresa se aproximará do projeto e dos beneficiados por meio de encontros e ações pontuais ao longo do ano. O destaque do projeto é a Orquestra formada com os alunos destas Escolas.

Além disso, a rede também investiu na causa animal, quando assinou um termo com a ONG Mercy For Animals. A Megamatte se comprometeu a diminuir o uso da cadeia de insumos que sejam relacionados à locais que deixem animais presos (como galinhas em granjas, por exemplo) até 2025. Essas ações fazem parte do comprometimento com o Pacto Global da ONU, também assinado pela empresa no início de 2017.

O objetivo é cada vez mais investir em responsabilidade social e apoiar projetos que têm estes propósitos. “É preciso ajudar aqueles que precisam de um suporte, para que eles possam dar continuidade a seus projetos. Com a crise, muita gente não conseguiu manter os patrocínios. Eles precisam de nós”, destaca Julio Monteiro, CEO da rede Megamatte.

Com a proximidade do verão, cresce a busca por clínica de estética

Com a proximidade do verão, cresce a busca por clínica de estética

O verão só chega em dezembro, mas a correria para deixar o corpo em forma já começou. Na EmagreSee, rede de clínicas de estética, o movimento de clientes que buscam tratamentos rápidos e eficientes deve aumentar em 30% até o final do ano. “As pessoas passam meses sem se preocupar com o corpo, mas com o Verão chegando há uma correria para eliminar as gorduras indesejadas”, afirma o sócio da marca, Atylah Marçal. De acordo com o empresário, os clientes, em sua grande maioria mulheres, chegam a investir até R$ 1.500,00 em tratamentos, como os de eliminação de gordura localizada, emagrecimento e tratamentos faciais, gerando um aumento de quase 50% nas vendas.

A inauguração de novas unidades somado ao aumento de atendimentos nesta época do ano deve gerar um crescimento de 30% no faturamento da rede. “Ano passado, mesmo sendo um ano de crise, tivemos um aumento nos atendimentos neste mesmo período. Esse ano a expectativa é ainda maior, pois a rede cresceu e a procura por tratamentos já tem sido representativa”, conta Atylah.

Com 70 unidades em funcionamento em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, a EmagreSee pretende chegar a 100 unidades. “A nossa meta é ser a maior rede de franquias de estética do país, chegando a 500 unidades em 2022. Estamos crescendo muito rápido, pois oferecemos tratamentos de alta qualidade e profissionais capacitados, aliados a bons preços e condições de pagamentos interessantes”, conclui.

 

Oportunidade de negócio: franquia automotiva

Oportunidade de negócio: franquia automotiva

Por MARTHA IMENES

Em tempos de desemprego em alta – são 13 milhões no Brasil, segundo pesquisa do IBGE – algumas oportunidades podem surgir para quem tem uma grana guardada, são as franquias. Entre tantas opções que surgem dia a dia e com os mais variados valores de investimento, está a Multifilmes, que é uma franquia de películas e adesivos autocolantes para veículos e pode ser instalada em diversos locais de grande circulação, o que dá maior visibilidade. Entre os locais estão estacionamentos de shoppings, supermercado e até mesmo uma grande loja de material de construção.
Com investimento inicial a partir de R$ 28 mil, e três modelos de negócios, um franqueado da marca pode lucrar até R$ 150 mil por mês, segundo os franqueadores. No ano passado, a unidade piloto da rede faturou mais de R$ 1 milhão. Além disso, de acordo com dados divulgados pela Associação das Montadoras – Anfavea, em abril a indústria automotiva cresceu 40% em comparação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos primeiros quatro meses de 2018, quase um milhão de veículos saíram das fábricas.
“Oferecemos vários tipos de película como antivandalismo, que não permite que o vidro estilhace; película de controle solar, que protege a pele dos ocupantes e o interior do veículo da incidência de raios solares, além de oferecer conforto térmico, já que reduz o calor”, explica Junior Ruciretta, fundador da empresa.
A marca oferece ainda películas para proteção de pintura, totalmente transparente, não modifica a cor original do veículo e protege de riscos de pedras ou manchas de gasolina, por exemplo. Outro produto oferecido é o adesivo autocolante para envelopamento total ou parcial do carro.
“Cada vez que um veículo é trocado, a personalização se faz necessária, seja para aplicação das películas ou para envelopamento. Hoje em dia, os proprietários buscam veículos exclusivos, que demonstrem a sua personalidade. Essa alta rotatividade transforma a Multifilmes em uma marca promissora, com clientes constantes e oferece alta rentabilidade. Outro ponto importante é que nosso público varia de donos de veículos a concessionárias”, finaliza Junior.