Churrascarias brasileiras no maior evento de gastronomia do verão de NY

Churrascarias brasileiras no maior evento de gastronomia do verão de NY

Por Viviane Faver
Especial de NY

O Restaurante week, maior evento de gastronomia do verão de Nova York, recebe duas das mais famosas churrascarias brasileiras: a Plataforma e a Fogo de Chão, completando o cardápio do evento, que tem 380 participantes distribuídos em 42 pontos diferentes na cidade. O preço para participar, e saborear as delícias do festival gastronômico, está bem em conta. Os valores vão de US$ 29, que vale três almoços, a US$ 42, sendo três jantares com sobremesa. Não perca a oportunidade, o Restaurante Week acaba nesta sexta-feira. As reservas podem ser feitas pelo nycgo.com/restaurantweek.
Conhecida por sua pluralidade, a cidade de NY reproduz no evento a sua principal caracteríritca: ser capital do  undo. Segundo o vice-presidente da Global Communications NYC & Company, Chris Heywood, aproximadamente 61% dos restaurantes no evento oferecem comida estrangeira. “Visitantes e moradores locais se beneficiam da diversidade na famosa cena gastronômica de Nova York. E nesta 26ª edição do evento temos o prazer de ter duas respeitadas e deliciosas churrascarias brasileiras como parte da lista”, diz.
Heywood conta que os funcionários da NYC & Company são entusiastas da Plataforma Brazilian Steakhouse e da Fogo de Chão, graças as suas abundantes e deliciosas carnes. As duas churrascarias têm restaurantes fixos na cidade e mantém uma clientela dividida entre brasileiros moradores de Manhattan, americanos locais e turistas. Porém, declaram que participar do evento é um bom negócio para aumentar clientela e a visibilidade.
A churrascaria Plataforma, desde 1996 nos EUA, participa pela terceira vez do evento. Segundo Alberico Campana, um dos sócios da Plataforma, participar do evento gastronômico é oferecer comida e serviços de qualidade e atrair novos clientes. “Nossa meta sempre foi oferecer mais do que o cliente espera, como o rodízio. A diferença entre a Plataforma e os demais restaurantes da promoção é que a maioria serve um cardápio limitado usando ingredientes mais baratos para assim atingir um lucro maior. O que não é o nosso caso. Nossos cortes mais nobres como a picanha e a alcatra fazem parte do cardápio. E mantivemos os pratos quentes, o buffet de comida japonesa e o coquetel de camarão”, diz. Alberico avalia que 80% dos clientes que participam do evento voltam à churrascaria. “Essa sempre será nossa expectativa”, afirma e acrescenta: “Iremos participar novamente no inverno (janeiro de 2019)”.
Já a Fogo de Chão, que estreou seu restaurante nos EUA em dezembro de 2013, está com foco de expandir na América pelo menos 10% por ano. De acordo com gerente de Marketing da empresa nos EUA, Josh Wood, a Restaurant Week oferece uma oportunidade única para os clientes conhecerem  os restaurantes mais procurados. “Durante anos, o Fogo percebeu que esse evento é uma ótima maneira para atrair novos clientes, fazê-los conhecer a marca por um preço acessível”, avalia.

Gastronomia  ‘made in Brazil’ invade NY

Gastronomia ‘made in Brazil’ invade NY

Alberico, da churrascaria Plataforma, conta que é muito mais fácil e rápido abrir um negócio nos EUA se comparado ao Brasil

Por Viviane Faver
De Nova York

 A gastronomia brasileira, conhecida no exterior por deliciosas carnes, feijões e frutas tropicais, domina uma rua inteira no coração de Manhattan, a  46th street, também chamada de “Little Brazil”.  E o mercado está em franca expansão. Isso ocorre porque cada vez mais brasileiros buscam o exterior para abrir seus negócios.  Dados do consulado americano em São Paulo, apontam que o investimento brasileiro nos Estados Unidos aumentou 89% nos últimos cinco anos. E a tendência é que  continuem a crescer.
Nos últimos anos, o investimento dos criadores de negócios brasileiros cresceu especialmente por conta do quadro da crise econômica: eles perceberam que precisam diversificar seu mercado.
Mas só a crise não justifica a decisão de se mudar completamente – incluindo todo o processo de imigração do Brasil. Manuel Mendes, especialista em estratégia pela Universidade Harvard e executivo da consultoria Boston Innovation Gateway, cita diversos outros motivos para brasileiros apostarem na terra do Tio Sam.
“Do ponto de vista da empresa, temos o fato de os Estados Unidos ser um país claro e estável quanto à legislação de investidores e negócios. Também são um polo de atração de mentes brilhantes e de transferência tecnológica, o que é uma vantagem na hora de contratar”, explica Mendes.

Marcela, do mercado Búzios: todos os produtos são importados do Brasil ou comprados de empresas brasileiras em New Jersey

Little Brazil
Pioneira, a Churrascaria Plataforma, inaugurada em novembro de 1996, tem clientes brasileiros que moram e visitam a cidade, porém houve aumento de grupos empresariais americanos que fazem reserva para celebrar datas importantes.
O sócio da empresa, Alberico Campana Junior, conta que entre 2011 e 2013 a clientela de turistas brasileiros aumentou significantemente, porém depois os americanos passaram a ser predominantes.
Sobre abrir um negócio relacionado a comida em Nova York, Alberico revela que é muito mais fácil e rápido se comparado ao Brasil. “O sistema de tributação é fácil e enxuto em termos burocráticos. As regras e as entidades fiscalizadoras ajudam e educam antes de penalizar a empresa. Qualquer nova exigência é amplamente divulgada e demonstrada. E, em caso de falhas, sempre há espaço para corrigir o problema antes de uma penalidade ser aplicada”, declara.
Um pouco mais recente que a churrascaria Plataforma, o supermercado Búzios, reivindica o título de mercado brasileiro “mais autêntico” da região, essa loja traz todos os ingredientes necessários para cozinhar pratos brasileiros em casa. Palmito, batata palha e requeijão estão entre os principais produtos. Para os amantes de doces, eles trazem paçoca e bananada, entre  outros.
Segundo a proprietária do mercado, Marcela Ferreira, todos os produtos são importados do Brasil ou comprados de empresas brasileiras em New Jersey. A linguiça, por exemplo, é  produzida por brasileiros nos EUA.
Ela conta que a procura por pessoas de outros países também cresceu. “Estrangeiros, mas ligados ao Brasil de alguma forma, seja por se relacionar com algum brasileiro ou ter visitado nosso país, procuram nossos produtos”, conta.