Megamatte investe em responsabilidade social

Megamatte investe em responsabilidade social

Na sexta-feira, dia 9, a rede Megamatte vai fazer em todas as suas lojas a MegAção. Nesse dia parte das vendas dos mates orgânicos e guaraná natural é revertida para um projeto social. Depois, a rede dobra o valor arrecadado. Na oitava edição do projeto, a instituição beneficiada pela MegAção 2018 é o Projeto Culinária, da Associação Saúde Criança, uma organização social independente, que trabalha com metodologia inovadora e própria no atendimento a famílias em vulnerabilidade social, com criança doente em tratamento, nas unidades públicas de saúde.

O projeto presta um atendimento multidisciplinar a crianças com problemas de saúde gravíssimos e ao mesmo tempo oferece treinamento para que as mães dessas crianças possam aprender algo que possa gerar um renda extra em casa (culinária, corte e costura etc). O Saúde Criança está na 18ª posição entre as 500 melhores ONGS do mundo, de acordo com a avaliação da entidade suíça NGO Advisor.

A rede Megamatte também aderiu à Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, também conhecida como Lei do ISS, apoiando em 2018 o projeto “Escolas de Música e Cidadania” da ONG Agência do Bem. Além do apoio financeiro, a empresa se aproximará do projeto e dos beneficiados por meio de encontros e ações pontuais ao longo do ano. O destaque do projeto é a Orquestra formada com os alunos destas Escolas.

Além disso, a rede também investiu na causa animal, quando assinou um termo com a ONG Mercy For Animals. A Megamatte se comprometeu a diminuir o uso da cadeia de insumos que sejam relacionados à locais que deixem animais presos (como galinhas em granjas, por exemplo) até 2025. Essas ações fazem parte do comprometimento com o Pacto Global da ONU, também assinado pela empresa no início de 2017.

O objetivo é cada vez mais investir em responsabilidade social e apoiar projetos que têm estes propósitos. “É preciso ajudar aqueles que precisam de um suporte, para que eles possam dar continuidade a seus projetos. Com a crise, muita gente não conseguiu manter os patrocínios. Eles precisam de nós”, destaca Julio Monteiro, CEO da rede Megamatte.

Natura e Rock in Rio juntas por um mundo melhor

Natura e Rock in Rio juntas por um mundo melhor

Por Martha Imenes

Natura e o Rock in Rio se uniram em prol de um mundo melhor e firmaram parceria inédita para o Rock in Rio 2019, que vai ocorrer nos dias 27, 28 e 29 de setembro, 3, 4, 5 e 6 de outubro, na Cidade do Rock (Parque Olímpico, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro). As cerca de 700 mil pessoas durante os sete dias do evento serão convidadas a participar de causas e iniciativas de sustentabilidade e inovação.

A Natura é referência em projetos de impacto positivo nas esferas econômica, social, ambiental e cultural e tem suas atividades certificadas e reconhecidas por diversos selos e organizações internacionais, como B Corp (rede global de empresas de impacto positivo) e UEBT (spin off da ONU que certifica cadeia produtiva).

Para a vice-presidente de Marketing, Inovação e Sustentabilidade da Natura, Andrea Alvares, a parceria amplifica a visão de mundo da marca. “Natura é parte de um grupo global movido por propósito e impacto positivo, por isso, queremos ecoar nossos valores em plataformas massivas, engajadoras e relevantes como o Rock in Rio”, explica a executiva.

O festival, que surgiu em 1985 e já realizou 19 edições, tem entre suas diretrizes ajudar a transformar o planeta, não só por meio da música e do entretenimento, mas também por causas sociais, ambientais e culturais com o projeto “Por um Mundo Melhor”.

“Nove milhões de pessoas já passaram pela Cidade do Rock e um bilhão de pessoas já assistiram às transmissões das 19 edições. No Rock in Rio, temos um embrião do que pode ser um mundo melhor. Com a parceria com a Natura, queremos ampliar a potência dessa visão com o nosso público”, afirma Roberta Medina, vice-presidente executiva do Rock in Rio.

Para celebrar o anúncio da parceria entre a marca de cosméticos e o Rock in Rio, a Natura lança um vídeo que reafirma o seu compromisso com ações e em prol de uma sociedade mais consciente, diversa e igualitária, convidando as pessoas a acompanharem e participarem da ação.

“O que eu, você, o que nós podemos fazer pelo futuro? Não aquele futuro distante. Agora, nesse instante, o que fazer por esse mundo que tem tanta pressa que esquece o humano? Que toda ação tem uma reação? O planeta não é nossa propriedade, a comida não cresce na prateleira, a energia não vem da tomada. Dá para restaurar a conexão?”, questiona a peça publicitária, que tem narração da cantora Liniker Barros, da banda Liniker e os Caramelows, patrocinada pela marca.

A campanha será veiculada nos canais do Facebook, YouTube e Instagram da Natura. Assinam a criação do vídeo Carolina Albuquerque e Tais Okamura com direção de Isabel Nascimento Silva. A idealização é da Hysteria, produtora de conteúdo formada por diretoras, produtoras e jornalistas. O núcleo, que faz parte da Conspiração Filmes, tem o objetivo de criar um ecossistema de apoio à projetos concebidos e realizados por mulheres, não necessariamente sobre temas femininos e se define como “a equidade de gênero saindo da teoria e partindo para a prática”. Acesse no link http://youtu.be/uEN7yDeeJiY.

Ambev divulga projetos que receberão investimento de até US$ 100 mil

Ambev divulga projetos que receberão investimento de até US$ 100 mil

Por Martha Imenes

Três projetos brasileiros foram aprovados no programa da aceleradora global de soluções ambientais da AB InBev: Molécoola, a RSU Brasil e a Tampec. As startups foram selecionadas pela cervejaria Ambev (http://www.aceleradoraambev.com.br/) para participar de um treinamento onde os projetos serão acelerados na sede da companhia em Nova York. A aceleradora, lançada em junho com foco em impulsionar propostas que contribuam para a construção de um mundo melhor, visa identificar soluções inovadoras de empreendedores, startups e acadêmicos.  O programa faz parte da Plataforma 100+, lançada recentemente pela Ambev e que reúne ações de impacto positivo para construir um legado sustentável para a sociedade e o meio ambiente pelos próximos 100 anos e mais.
Em paralelo ao treinamento com foco no desenvolvimento do projeto piloto, as startups selecionadas receberão também um investimento de até US$ 100 mil e apoio operacional da companhia na implementação de suas soluções, além de mentoria e acompanhamento de especialistas em sustentabilidade da cervejaria e também de consultores externos.
As startups brasileiras que participarão da etapa global possuem projetos alinhados às metas socioambientais assumidas pela cervejaria Ambev como compromissos para serem atingidas até 2025 nos pilares Gestão de Água, Ações Climáticas, Agricultura Inteligente e Embalagem Circular. Entre elas está a Molécoola, que criou o conceito da primeira loja de nano franquia de reciclagem no Brasil, motivando as pessoas a destinarem seus resíduos para a reciclagem por meio de incentivos em forma de pontos para troca por produtos e serviços; a RSU Brasil, que desenvolveu uma tecnologia de baixo custo e limpa para transformação de resíduos orgânicos em biomassa para energia, para reaproveitamento do lixo, evitando assim o simples descarte no meio ambiente e garantindo reciclagem de materiais que antes eram aterrados; além da Tampec, que desenvolveu um sistema de logística reversa que mapeia e centraliza a coleta de embalagens pós consumo.
“Acreditamos no potencial de transformação e impacto positivo dos projetos que escolhemos para representar o Brasil na etapa global da nossa aceleradora. Estamos muito felizes em contar com startups que compartilham do nosso sonho de construir um mundo melhor e sabemos que, ao unir nossos esforços, estamos deixando um legado positivo para os próximos 100 anos e mais”, comenta Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da cervejaria Ambev.
A aceleradora de soluções ambientais conta com apoio institucional do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) que, em parceria com a cervejaria Ambev, participou da avaliação dos projetos inscritos, garantindo alinhamento dos mesmos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Além das startups brasileiras selecionadas para a etapa global, outros dois projetos nacionais foram escolhidos para receberem um incentivo financeiro, além de treinamentos e mentoria. A Amana Katu é um deles e desenvolveu sistemas para captação e filtragem de água da chuva para fins domésticos e agrícolas na Amazônia, onde há escassez de água potável para milhões de pessoas, empregando e capacitando grupos de jovens em situação de vulnerabilidade social. A outra startup é a ManejeBem, que criou uma rede social conectar produtores rurais e técnicos, providenciando assistência online a baixo custo, fomentando o desenvolvimento de pequenos negócios e contribuindo para boas práticas no campo.

O verde toma conta dos prédios em NY

O verde toma conta dos prédios em NY

Por Viviane Faver

O clima foi destaque em evento paralelo à Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Logo na abertura o Climate Group iluminou de verde ícones na cidade de NY: Empire State Building, One World Trade Center e o Madison Square Garden, em comemoração à 10ª Climate Week NYC, organizado pelo grupo. Diversas autoridades participaram da abertura do evento sobre o clima, que vai até o dia 30, no TheTimesCenter, em Manhattan. Entre elas, o governador da Califórnia Edmund G. Brown Jr., a secretária-executiva das Nações Unidas, Patricia Espinosa, presidente do Peru, Martín Vizcarra, a premiê da Nova Zelândia, Hon Jacinda Arder, e a presidente da República das Ilhas Marshall, Hilda C. Heine.

Vale destacar que o Peru foi o primeiro país sul-americano a consagrar na lei suas metas para alcançar o Acordo de Paris. E as iniciativas em prol do planeta não param aí. O anúncio veio do governador da Califórnia, Brown Jr., o estado tem a meta de neutralizar o carbono até 2045, mas admite que muitos desafios estão pela frente: “Se quisermos alcançar o objetivo do Acordo de Paris e da Cúpula Global de Ação Climática em São Francisco, teremos que intensificar as operações.”

Brown Jr. chamou atenção para a necessidade de mudança no estilo de vida, inclusive na destinação de recursos, para renovar a economia. “Precisamos de investir em tecnologia. Alguns ativistas não gostam de grandes empresas, mas precisamos do dinheiro delas, para que invistam em inovações e melhorias. Precisamos de bilhões de dólares de investimentos de muitas partes do mundo, por exemplo da China, dos EUA e outros. Infelizmente por aqui temos uma barreira com o governo federal e o presidente Trump. Sem contar que essa transformação não tem o apoio de muitas pessoas poderosas, e isso, é definitivamente uma luta difícil”, desabafa.

NY REDUZ USO DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
A Semana do Clima NYC tem o apoio da Nações Unidas e do prefeito de Nova York, Bill de Blasio. “Estamos honrados em mais uma vez receber o Climate Group e sediar a Climate Week NYC pelo 10º ano”, disse De Blasio. “Aqui em Nova York, estamos tomando medidas corajosas sobre o clima. Através da nossa inovadora estratégia OneNYC e do nosso plano de 1,5° C (que trata da redução da temperatura), estamos comprometidos a atingir os objetivos mais elevados do acordo climático de Paris”, conta o prefeito.
“Estamos nos desviando dos combustíveis fósseis, exigindo que nossos maiores edifícios reduzam suas emissões e invistam em veículos elétricos. Por meio de investimentos em resiliência e sustentabilidade, estamos construindo uma cidade mais justa para todos”, finaliza. O discurso de Blasio foi reforçado pela vice-governadora de Nova York, Kathy Hochul, que declarou que o Estado de NY está comprometido em corrigir os erros do passado.

E da Nova Zelândia veio um aporte de US$ 300 milhões em quatro para o compromisso global de financiamento climático. Durante a abertura, a primeira-ministra Jacinda Ardern, declarou que a Nova Zelândia aumentará seu compromisso global de financiamento. O dinheiro extra virá do orçamento de Assistência ao Desenvolvimento Internacional da Nova Zelândia, que aumentou em quase 30% (US$ 714 milhões) este ano para apoiar o “Pacific Reset” – uma estratégia do governo para aumentar o apoio e coordenação com parceiros na região.

“Essa alocação de recursos se concentrará em ações práticas que ajudarão os países do Pacífico a se adaptarem às mudanças climáticas, como por exemplo: fornecer apoio para adaptação costeira em Tokelau para reduzir os riscos de inundação costeira; e continuando nossos esforços para fortalecer a segurança hídrica em todo o Pacífico, com base nas iniciativas atuais, como as de Kiribati, onde estamos trabalhando para fornecer sistemas comunitários de coleta de água da chuva e estamos investindo na dessalinização”, pontua a premiê.

Ela continuou: “A Nova Zelândia está totalmente comprometida com o Acordo de Paris e irá tomar medidas urgentes para apoiar a transição para uma economia de baixo carbono e resiliente ao clima. Temos a responsabilidade de cuidar do meio ambiente em que vivemos, mas o desafio de a mudança climática exige que olhemos para além de nossas fronteiras domésticas e, no caso da Nova Zelândia, em direção ao Pacífico.”

O foco desse apoio financeiro está na criação de novas áreas de crescimento e oportunidades para as comunidades do Pacífico. “Queremos apoiar nossos vizinhos do Pacífico para fazer a transição para uma economia de baixo carbono sem prejudicar sua base econômica existente.”

Helen Clarkson, CEO do The Climate Group, se animou com o discurso de Jacinda Ardern. “É encorajador ver a primeira-ministra anunciando tanto a ação climática em casa quanto a ação climática no exterior. À medida que os países avançam para reduzir as emissões, é importante não deixar os outros para trás. Precisamos garantir uma transição justa e justa para uma economia limpa que beneficie a todos nós. ”

E da presidente Hilda C. Heine, da República das Ilhas Marshall, veio um plano histórico para atingir as emissões líquidas até 2050, tornando-se o décimo país e a primeira ilha a apresentar um longo a longo prazo da descarbonização da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas.

O plano, chamado de “Tile Til Eo” Estratégia Climática, que significa “Iluminando o Caminho” em Marshallese, ajudará o país a atingir sua meta de redução em 2020, ou seja, cinco anos antes do previsto. O que tornará as Ilhas Marshall a primeira nação a confirmar que aumentará sua meta para a próxima etapa das principais negociações internacionais sobre o clima.

“Fazer a transição para emissões líquidas zero faz sentido para a nossa economia global e para o nosso meio ambiente, bem como para o nosso pessoal e o nosso planeta. Se quisermos manter os aumentos de temperatura dentro do limite de 1,5 ° C que acordamos em Paris, todos os países devem aumentar a ambição de suas metas existentes até 2020 e traçar um caminho de longo prazo para emissões líquidas zero até 2050. ”

OTIMISMO E COMPROMISSO COM O CLIMA
No segundo dia da Climate Week NYC 2018, realizado no centro de convenções, Covene Center, em Manhattan, além de iniciativas de várias empresas para redução de emissões e compromisso com o clima, foi apresentado o plano da cidade de NY, que se compromete a ser a capital de um mundo responsável.

De acordo com o presidente e CEO da da NYC & Company, órgão responsável pelo marketing de turismo de Nova York, Fred Dixon, são esperadas cerca de 10 mil pessoas de mais de 40 países para participar dos 150 eventos – incluindo painéis de discussão, concertos, exposições e seminários – até o último dia do evento, no domingo.

Para apoiar os esforços do Climate Group, a equipe editorial da NYC & Company divulgou no site de turismo do governo dicas para os consumidores que desejam viajar de forma mais sustentável – Green Guide to NYC -, além da listagem de todos os eventos em prol da ecologia que acontecerão na cidade. “Nosso objetivo é alavancar os esforços significativos e crescentes de sustentabilidade da cidade para posicionar Nova York como a capital de um mundo responsável “, disse Fred Dixon. Ele completa dizendo que eventos como Climate Week NYC são plataforma perfeita para envolver a cidade e fazer dela um exemplo para o mundo demonstrando sua promessa de proteger e melhorar o planeta.

MAIS EFETIVIDADE DO GOVERNO FEDERAL
A necessidade de o governo federal adotar ações mais eficazes em favor do clima foi o ponto destacado por Helen Clarkson, CEO do The Climate Group, que em entrevista exclusiva ao jornal O DIA https://odia.ig.com.br/, afirmou que a realização da 10ª edição do do evento em NY mostra a importância e a relevância das discussões climáticas em paralelo á assembleia Geral da ONU.

A executiva comemora o engajamento de mais empresas na geração de energia limpa. “Todos os anos nos concentramos mais no problema e tentamos mostrar ao mundo o que está acontecendo. Neste ano, precisamos acelerar o processo e as metas para atingir nosso objetivo”,
afirma.

Ela acrescenta que vê um cenário positivo, como o aumento de empresas de grande porte fazendo campanhas e participando de eventos ligados ao tema em todo o mundo . “No momento que essas empresas se comprometem conosco, elas se sentem pressionadas a efetivarem suas promessas para apresentar durante nossos encontros que cumpriram no prazo esperado”, avalia.

Helen Clarkson parabenizou aqueles que estão avançando mais rápido na ação climática e pediu que os outros façam o mesmo. Ela frisou novamente a necessidade de acelerar as ações para manter o aquecimento abaixo dos 2 graus Celsius.

NOVOS MEMBROS
Nove empresas, entre elas, Facebook, Ikea, Anesco, Tommy Hilfinger, Calvin Klein, Speedo, entre outros, além do grupo Bimbo, da América Latina, e Gürmen Group, da Turquia, se juntaram à RE100, que é uma iniciativa global do The Climate Group com o CDP para empresas comprometidas com 100% de eletricidade renovável.

Com estes novos membros a RE100 agora reúne 152 empresas líderes de uma ampla gama de setores, representando mais de US$ 3,8 trilhões em receita. Comprometidos com o fornecimento de eletricidade 100% renovável para suas operações globais em mais de 120 países, eles estão criando demanda para mais de 184 TWh de energia renovável por ano – mais do que suficiente para abastecer o Estado de Nova York e Connecticut juntos.

Edição Martha Imenes