Prestação de serviços ganha espaço no e-commerce

Prestação de serviços ganha espaço no e-commerce

Com a internet cada vez mais presente na vida das pessoas, empresas de prestação de serviços, que antes eram possíveis de serem contratados apenas por telefone ou pessoalmente, estão apostando na venda via internet. Na Fix Online, empresa especializada no conserto de telas e vidros de celulares, pedidos online já representam 90% das vendas
De acordo com um estudo do Ebit, em 2017 o faturamento do comércio eletrônico cresceu 7,5%, totalizando R$ 47 bilhões. Para este ano, as vendas online devem representar um crescimento de 12%, alcançando os R$ 53 bilhões. É cada vez mais comum, empresas de diversos segmentos, migrarem para o e-commerce. Hoje em dia, o consumidor pode solicitar o envio de roupas pelo WhastApp, o serviço de delivery em petshops, a contratação de faxina via redes sociais e, até mesmo, o conserto de celulares por meio de um clique.
Na Fix Online, por exemplo, o consumidor pode acessar o e-commerce da marca e solicitar que um motoboy retire seu celular em casa. Simples assim. Sem trânsito, sem estresse e com toda a comodidade que o sofá de casa oferece. Esse público já representa 90% dos clientes da empresa. “O perfil do cliente mudou. Ele busca por praticidade e agilidade e procura por serviços que possibilitam a contratação em um clique. A empresa que não se adaptar a essa nova realidade, está fadada ao fracasso”, afirma a sócia-fundadora da marca, Tatiana Moura.
Porém, segundo a empresária, para se destacar em meio a tanta concorrência, é preciso ir além. Na Fix Online, sempre que o cliente solicita o serviço de delivery, ao ir buscar o aparelho do cliente, a empresa disponibiliza um celular reserva. “Ao fazer diferente das outras assistências, a gente garante indicações e, sempre que necessário, o retorno do cliente”, conta Tatiana. Todo esse cuidado com o consumidor, reflete diretamente no sucesso da marca. Há pouco mais de um ano no mercado já foram quase mil telas consertadas, o que gerou um faturamento de R$ 1 milhão – número que deve crescer 20% até o final deste ano.
Consolidada como uma das três assistências especializadas em troca de vidro e tela de celular do Brasil, a Fix Online (www.fixonline.com.br) já estuda expandir os negócios e deve abrir a primeira franquia em 2019. “A gente faz um serviço que é difícil de ser encontrado, oferecemos uma dinâmica de serviço que conquista o consumidor e temos um preço bastante competitivo no mercado. O crescimento é natural”, diz Tatiana. A marca já dá os primeiros passos para entrar no franchising desenvolvendo cursos e treinamentos sobre o conserto de telas e deve abrir 5 lojas em todo o país até o final do ano que vem.
Faxina em um clique
No mercado desde 2015, há pouco tempo a Maria Brasileira (www.mariabrasileira.com.br), rede de franquias de serviços e cuidados, lançou sua plataforma digital, possibilitando ao consumidor contratar serviços domésticos, como faxineira, passadeira e cozinheira, com apenas um clique – o e-commerce já representa 40% das vendas.
“Além da plataforma digital, notamos um crescimento estrondoso de contratações originadas nas redes sociais. Muitas de nossas unidades fecham negócios via WhastApp e direct no Instagram”, comenta o sócio da marca, Eduardo Pirre.
De acordo com o empresário, a presença da Maria Brasileira na internet gerou um movimento interessante para marca. Desde que a marca lançou sua plataforma digital e passou a ter uma forte presença nas redes sociais, 73% dos clientes atendidos são novos consumidores, que estão totalmente inseridos no meio digital. “Transformar o serviço em um produto e colocá-lo a venda na internet é essencial para que a empresa possa crescer e atingir um público que está cada vez mais imerso no online e resolve toda a sua vida pela internet”, afirma Eduardo.
Para atender essa demanda que não para de crescer, a rede conta com 20 mil facilitadoras, espalhadas nas 200 unidades da marca em todo o país. A expectativa como os novos meios de contratação é alcançar um faturamento de R$60 milhões em até o final do ano, realizando 50 mil atendimentos por mês, o que significará um crescimento de 15%.

Ambev divulga projetos que receberão investimento de até US$ 100 mil

Ambev divulga projetos que receberão investimento de até US$ 100 mil

Por Martha Imenes

Três projetos brasileiros foram aprovados no programa da aceleradora global de soluções ambientais da AB InBev: Molécoola, a RSU Brasil e a Tampec. As startups foram selecionadas pela cervejaria Ambev (http://www.aceleradoraambev.com.br/) para participar de um treinamento onde os projetos serão acelerados na sede da companhia em Nova York. A aceleradora, lançada em junho com foco em impulsionar propostas que contribuam para a construção de um mundo melhor, visa identificar soluções inovadoras de empreendedores, startups e acadêmicos.  O programa faz parte da Plataforma 100+, lançada recentemente pela Ambev e que reúne ações de impacto positivo para construir um legado sustentável para a sociedade e o meio ambiente pelos próximos 100 anos e mais.
Em paralelo ao treinamento com foco no desenvolvimento do projeto piloto, as startups selecionadas receberão também um investimento de até US$ 100 mil e apoio operacional da companhia na implementação de suas soluções, além de mentoria e acompanhamento de especialistas em sustentabilidade da cervejaria e também de consultores externos.
As startups brasileiras que participarão da etapa global possuem projetos alinhados às metas socioambientais assumidas pela cervejaria Ambev como compromissos para serem atingidas até 2025 nos pilares Gestão de Água, Ações Climáticas, Agricultura Inteligente e Embalagem Circular. Entre elas está a Molécoola, que criou o conceito da primeira loja de nano franquia de reciclagem no Brasil, motivando as pessoas a destinarem seus resíduos para a reciclagem por meio de incentivos em forma de pontos para troca por produtos e serviços; a RSU Brasil, que desenvolveu uma tecnologia de baixo custo e limpa para transformação de resíduos orgânicos em biomassa para energia, para reaproveitamento do lixo, evitando assim o simples descarte no meio ambiente e garantindo reciclagem de materiais que antes eram aterrados; além da Tampec, que desenvolveu um sistema de logística reversa que mapeia e centraliza a coleta de embalagens pós consumo.
“Acreditamos no potencial de transformação e impacto positivo dos projetos que escolhemos para representar o Brasil na etapa global da nossa aceleradora. Estamos muito felizes em contar com startups que compartilham do nosso sonho de construir um mundo melhor e sabemos que, ao unir nossos esforços, estamos deixando um legado positivo para os próximos 100 anos e mais”, comenta Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da cervejaria Ambev.
A aceleradora de soluções ambientais conta com apoio institucional do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) que, em parceria com a cervejaria Ambev, participou da avaliação dos projetos inscritos, garantindo alinhamento dos mesmos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Além das startups brasileiras selecionadas para a etapa global, outros dois projetos nacionais foram escolhidos para receberem um incentivo financeiro, além de treinamentos e mentoria. A Amana Katu é um deles e desenvolveu sistemas para captação e filtragem de água da chuva para fins domésticos e agrícolas na Amazônia, onde há escassez de água potável para milhões de pessoas, empregando e capacitando grupos de jovens em situação de vulnerabilidade social. A outra startup é a ManejeBem, que criou uma rede social conectar produtores rurais e técnicos, providenciando assistência online a baixo custo, fomentando o desenvolvimento de pequenos negócios e contribuindo para boas práticas no campo.

Feira virtual de empregos e estágios na Estácio

Os universitários e recém formados que estão em busca de uma chance no mercado de trabalho têm até o dia 9 para conhecer as oportunidades oferecidas na 1ª Feira Virtual de Estágios e Empregos da Universidade Estácio de Sá, que é destinada a alunos e egressos da universidade e também a estudantes ou formados de todo o Brasil.

Para participar da Feira Virtual, os interessados deverão fazer seu pré-cadastro no link: www.estacio.br/feiravirtual<http://www.estacio.br/feiravirtual>. Durante os dias de permanência da feira, que estará disponível 24 horas por dia, será possível conferir carreiras em evidência e candidatar-se em vagas que serão oferecidas por grandes empresas, como Stefanini, Amil, KPMG, Manpower, CIEE, STB, Cia de Talentos, dentre outras, que já aderiram à iniciativa. Confira a programação completa da  feira: https://verosolutions.6connex.com/event/feiravirtual/estacio/login

Palestras também serão oferecidas para que os estudantes fiquem por dentro das novidades que estão acontecendo no mercado. Entre os temas a serem abordados estão Comportamentos, Empreendedorismo, Inovação, Crowdfunding, Dicas de currículo campeão, Como participar de entrevistas e muito mais. Vários conteúdos com dicas sobre o mercado serão disponibilizados. A programação pode ser conferida no site da Feira e as inscrições já estão disponíveis pelo endereço www.estacio.br/feiravirtual<http://www.estacio.br/feiravirtual>.

“Os candidatos que buscam uma oportunidade poderão disponibilizar seus currículos para vagas abertas e para bancos de currículos. Além de organizar eventos para promover oportunidades de inserção dos alunos no mercado de trabalho, a Estácio investe em iniciativas que fomentam a empregabilidade ao fechar parcerias com diversas empresas para oferta de vagas de estágio e emprego para estudantes de todo o Brasil e em diversas áreas de atuação”, afirma Liliana Sebusiani, gerente de Empregabilidade da Estácio.

Uber lança os serviços Lite e Cash no Brasil

Por Martha Imenes

Quatro anos após ter chegado ao Brasil, a Uber anunciou uma série de mudanças nesta terça-feira em São Paulo. Entre elas segurança para usuários e parceiros, ampliação de serviços, como o Uber Lite e o Uber Cash. A companhia anunciou ainda a inclusão de outros modais de transporte no app, como bicicletas elétricas e patinete, em uso no mercado dos Estados Unidos. A data para entrada no Brasil não foi divulgada.
“O usuário poderá escolher o tipo de transporte que vai querer utilizar”, disse Manik Gupta, vice-presidente e diretor de produto da Uber.
Já a nova plataforma em versão lite vai facilitar a vida de usuários do aplicativo que têm celulares com pouca memória ou usam planos pré-pagos, segundo Adriana Gomes, diretora de Marketing para o Brasil.
O que antes era um problema para quem queria utilizar o serviço e não tem cartão de crédito, agora a solução está na palma da mão: o Uber Cash, um sistema de cartão pré-pago que o usuário poderá inserir e programar os créditos conforme sua necessidade e sem precisar ter conta em banco, anunciou Rob Daniel, diretor de produtos financeiros da Uber.
E os projetos da companhia não param nas vias públicas. O céu, pelo visto, é o limite! Em parceria com a Embraer, a Uber planeja lançar o Uber Air, um serviço de transporte pelo ar. Sobre essa ambição Tiana Jankovic, diretora de parcerias da Uber foi enfática: “Há quatro anos quem imaginaria estar andando de carro com uma pessoa que acabou de conhecer?”
E as novidades não param por ai, conforme anunciou Ethan Stock, diretor de produtos compartilhados. Para incentivar o compartimento de viagens, o que auxilia na mobilidade das grandes cidades, ao diminuir o tráfego de automóveis, e o meio ambiente, com menos emissão de poluentes, o Uber Pool dará um descontão aos usuários. “O custo de uma viagem nessa modalidade representa um custo 35% menor que nas corridas normais”, diz Stock.
Outro ponto anunciado pelos executivos foi a parceria com a Zenfinance para que motoristas do aplicativo possam adaptar seus veículos para o uso de GNV e desconto de 5% para abastecer nos postos Ipiranga de todo país. “A transformação do veículo para gás natural por enquanto só é possível no Sul”, informa Federico Chester, diretor de parcerias para a América Latina. Segundo ele, à medida que forem ampliando as parcerias, os serviços serão estendidos.

NÚMEROS NO BRASIL
A Uber chegou ao Brasil em 2014. Quatro anos e quase 2 bilhões de viagens depois, ela se tornou parte da vida das pessoas, sendo o principal app de mobilidade em todas as mais de 100 cidades brasileiras em que está disponível. Hoje, o Brasil é o segundo mercado da Uber em todo o mundo, contando com mais de 22 milhões de usuários ativos e mais de 500 mil motoristas parceiros, gerando renda ao toque de um botão.

 

Freelancer: trabalhar de casa exige rotina e organização

Freelancer: trabalhar de casa exige rotina e organização

Por Martha Imenes

Trabalhar em casa, ou home office, tem sido a alternativa para muitos trabalhadores driblarem a grana curta e a falta de emprego – são 13 milhões de desempregados no Brasil, segundo o IBGE. Ser freelancer tem siso a alternativa para esses trabalhadores. Mas para “dar certo”, alguns cuidados são importantes para que a produtividade não caia. É preciso, por exemplo, prestar atenção no ambiente de trabalho, já que dentro de casa geralmente é bem mais fácil se distrair com outras questões.
Por isso, o site Freelancer.com, plataforma para freelancers e crowdsourcing, separou algumas dicas para ajudar esse tipo de trabalhador a ter uma rotina de trabalho mais organizada.

Organize-se

Organização é fundamental para quem trabalha por conta própria. Ter uma casa limpa e bem arrumada é essencial para que as tarefas possam fluir durante o dia. Prestar atenção aos seus horários também é bem importante. Além disso, usar o tempo de trabalho de forma eficiente e não trabalhar depois do horário estabelecido também é recomendado, principalmente para não se ter problemas com compromissos e prazos.

Área exclusiva de trabalho

Ter um cômodo ou uma área reservada para o trabalho é recomendado porque ajuda, inclusive, na disciplina com os horários e no comprometimento com o trabalho. Além disso, esse lugar separado ajuda a não pensar no trabalho enquanto se usa as outras partes da casa. Lugar de trabalho é para trabalhar e lugares como a cama e a sala, para dormir e descansar.

Tente trabalhar em lugares diferentes

Lembre-se que o freela trabalha por conta própria e pode colocar suas próprias regras. Caso queira tentar algo diferente na rotina ou experimentar um novo ambiente de trabalho, a cidade toda pode ser um escritório a céu aberto. Parques e praças podem ser uma excelente opção para quem quer sair de casa e trabalhar ao ar livre. Outra sugestão são os compartilhados, ótima ideia para ampliar a rede de contatos e prospectar.

Reserve um tempo para você

É fácil se perder durante as longas horas trabalhadas, principalmente quando se está dentro de casa, onde o contato pessoal com outras pessoas é quase nulo. Por isso, reservar um tempo para si mesmo, para sair de casa e se desligar por algumas horas é um meio para renovar as energias e voltar com tudo para os trabalhos.

Brasileiros buscam exterior para empreender

Brasileiros buscam exterior para empreender

Martha Imenes
Para O DIA

A falta de segurança – pública e financeira – no Brasil tem feito cada vez mais brasileiros buscarem o exterior para morar e empreender. Para se ter uma ideia, nos últimos seis anos, o número de declarações de saída definitivas do Brasil junto à Receita Federal quase triplicou, segundo o órgão. Enquanto, em 2011, 8,1 mil pessoas buscaram outros países como residência; no ano passado, o total subiu para quase 22 mil.
Mas para trabalhar e morar nos Estados Unidos uma das alternativas é dar entrada no visto de permanência, que permite ao expatriado ter os direitos de um cidadão natural. Nesse contexto, o país mais procurado é os Estados Unidos, onde, no ano passado, os brasileiros investiram US$ 37 bilhões, montante que gerou mais de 74 mil empregos segundo levantamento da U.S. Bureau of Economic Analysis.
Mas quem são os brasileiros que deixam o país? Em conversa com O DIA, Jorge Botrel, especialista em expatriação e sócio da JBJ Partners, traçou esse perfil: são pessoas com 30 anos, que tenham família e filhos em idade escolar. Levantamento feito pela empresa mostra que 95% dos pesquisados afirmam não ter planos de voltar a viver no Brasil nos próximos anos. As principais razões citadas são violência, instabilidade econômica e corrupção. “As pessoas cansaram da violência e instabilidade do País”, avalia Jorge Botrel.
Nos últimos quatro anos, segundo a pesquisa, o percentual de pessoas com formação superior que se mudou para os Estados Unidos subiu 10 pontos percentuais, passando de 83% para 93%. Além disso, o percentual de expatriados casados subiu para 68%, e, destes, 83% são casados e têm filhos. Essas categorias, há quatro anos, correspondiam a 41% e 63% do público, respectivamente, o que evidencia o caráter de proteção dos familiares da violência brasileira, na avaliação de Botrel.

Como e quanto investir
Investir nos Estados Unidos não é um “bicho de sete cabeças”, mas requer muita pesquisa e cuidados como conhecer bem o mercado, a cultura, as demandas pelo produto ou serviço. “É importante que o investidor fique um tempo nos Estados Unidos para conhecer a região, sentir como é a localidade. O ideal é que fique em um Airbnb para ter a experiência de ‘morar’, para só depois se decidir”, orienta Botrel, que vive na Flórida.
Um dado importante a destacar é que para brasileiros com baixo investimento, o mínimo são US$ 100 mil, é preciso ter dupla cidadania para tero visto concedido. Esses países devem ter acordos bilaterais com os Estados Unidos, como Argentina, Colômbia, Chile, Equador, Espanha, Itália, Alemanhã e Japão, por exemplo. Outros casos que dão direito a visto de permanência requerem investimentos maiores, em torno de US$ 300 mil a US$ 500 mil.
O visto de investidor que mais teve aumento foi o L1, alta de 11% entre 2016 e 2017. Na prática, o L1 permite que executivos administrem uma subsidiária de empresas de faturamento mínimo de US$ 1 milhão nos Estados Unidos. Além do L1, também é possível solicitar permanência a partir do visto EB-5, que exige investimento de US$ 500 mil em empresas que criem, ao menos, 10 postos de trabalho no prazo de dois anos.
Ao final do prazo, o Green Card é concedido ao investidor, caso a condição de criação de vagas tenha sido cumprida. Para brasileiros com dupla cidadania, como italiana, alemã e espanhola, o visto E2 permite o mesmo processo com investimento inferior, a partir de US$ 100 mil. Nos três casos, o documento inclui alguns familiares, como esposo ou esposa e filhos.